Categorias
Naturopatia

Florais Aplicados à Saúde da Mulher

A ansiedade, depressão e todos os estados emocionais que nos tiram do equilíbrio, podem prejudicar não apenas nosso raciocínio, mas também nossa saúde física, por muitas vezes de forma irreversível.

Preparei aqui algumas opções de florais que podem ser manipuladas na sua farmácia de preferencia para situações de emergência, mas não deixe de procurar ajuda profissional se precisar de “ajuda extra”.

Stela Kiill Naturopatia
Ferramentas de cura naturais.

Rescue – Floral Bach

Pode ser pedido diretamente por esse nome ou em algumas farmácias, você encontra a tintura mãe ou stock que pode ser usado diretamente na água.

Floral manipulado pode ser tomado 4 gotas de duas em duas horas até que seu equilíbrio emocional volte e a tintura mãe pode ser usada em 500 ml de água e 4 gotas para ser tomado ao longo do dia.

As flores que compõe o Recue são:

  • Rock Rose – coragem para enfrentarmos momentos difíceis
  • Impatiens – para calma e tranquilidade
  • Cherry Plum – trazer lucidez nos momentos difíceis
  • Star of Bethlehem – recuperação de traumas físicos ou emocionais
  • Clematis – manter a consciência presente para ajudar a recuperação.

 

Empoderamento e Coragem

Muitas situações na vida nos fazem ter medo e nos sentimos incapazes de conquistarmos os obstáculos que se apresentam no caminho. Isso pode acontecer em nossas vidas pessoais e profissionais.

Para esses momentos indico uma manipulação do sistema Bush Australiano:

  • 20% de conhaque
  • Bauhinia – Manter a mente aberta para as mudanças
  • Boronia – Clareza, tranquilidade e serenidade mental
  • Bush Fuchsia – Coragem para se colocar verbalmente
  • Illawara Flame Tree – Confiança em assumir compromissos
  • Macrocarpa – Para quem se sente com energia esgotada
  • Tomar 7 gotas 2 x ao dia.

Grande abraço,

Stela Kiill

terapia-floral-3

 

Categorias
Naturopatia

Violência Doméstica: Por Que Ela Fica?

Os gritos eram constantes, toda semana eu a ouvia gritar, a ouvia apanhar e por anos a fio aquilo se estendeu e meu medo de que algo assim acontecesse comigo se instalou lá no fundo da minha alma.

Minha vizinha era vítima da violência doméstica, apanhava do marido alcoólatra, seus filhos apanhavam junto, mas ela era o grande alvo e a pergunta era “por que ela não vai embora?” e por vezes até comentários terríveis como “Fica porque gosta de apanhar. Mulher de malandro!”, machismo como grande imperador que nos faz perder a humanidade, nos faz julgar sem entender o real problema, porque quando não estamos na pele do outro, tudo parece muito simples de ser resolvido.

violencia contra mulher mosaico natural

Por trás da violência, não apenas a doméstica, mas contra a mulher em geral existem tantas variáveis que falar sobre todas elas acaba sendo quase tema de livro (na verdade é), então hoje vou apenas escrever sobre um dos tópicos colocados pela escritora Leslie Morgan Steiner no vídeo abaixo que é o sentimento de “tábua de salvação” que leva as mulheres a assumirem relacionamentos desequilibrados e a permanecer em situações de violência.

Essa que não precisa necessariamente ser física para existir, pois temos a violência psicológica que drena suas crenças em si própria, te faz acreditar que tudo o que faz e o que sente não passam de bobagem, aquela que faz desmerecer a expressão dos seus sentimentos e te coloca como louca descontrolada por sentir dor. Te faz abrir mão da sua natureza, da beleza, do seu feminino pra atingir um ideal masculino aceito pela sociedade. A violência também vem transvestida de “mau agradecimento”, afinal você tem um homem ali a seu lado, como pode você vendo o quanto ele é fiel e bondoso, não aceitar que ele “escorregue” de vez em quando? “Você quer o homem perfeito? Então vai ficar pra sempre sozinha!”

E essa crença de que “temos que” aceitar toda e qualquer falha do outro e permanecer ao seu lado para “mostrar” que há valores diferentes, que é possível ter uma vida equilibrada, que é possível ser feliz sem subjugar é o que faz seguir na relação. As mulheres acabam se ancorando em dois pilares, um) assumem o papel de companheira-mãe e tentam “educar”o parceiro; dois) não enxergam seu real valor e assumem que aquilo está bom pra elas, porque é o que merecem e também por terem que demonstrar que construir um relacionamento é isso: viver com o que vier. Aceitam uma “culpa” de que o comportamento delas gerou a reação do outro e que se ela fosse dócil nada daquilo teria acontecido.

 

violencia contra mulher mosaico natural

Não vou falar aqui sobre o medo de perseguição, medo de sofrer ainda mais quando chegar em casa após denuncia, sobre acreditar que está sozinha e ninguém vai ajudar e mais e mais… A grande questão sobre esse tópico específico é a crença na possibilidade de mudança do comportamento do outro e chegar no momento em que o confrontamento com a realidade de que isso não vai acontecer pode durar anos.

Essa minha vizinha um dia, no meio de uma dessas surras saiu de casa, foi pra casa da mãe, na esquina da mesma rua, largou seus filhos, eram 5 se não me engano. Todos os dias a via na calçada fitando a rua, olhando a casa de longe, talvez na esperança de voltar, talvez esperando ser chamada de volta, talvez esperando encontrar o amor e o acolhimento que a fizeram viver aquilo por tantos anos… nunca aconteceu. As brigas acabaram, os filhos cresceram como foi possível, ele perdeu emprego e caiu na bebida de vez e ela morreu alguns anos depois.

Eu fiquei com aquele período impresso na minha cabeça, tinha horror a aquele homem, medo mesmo, afinal agredir outro ser humano, mais fraco não é coisa de gente que está sã… era o que pensava e um dia logo cedo saindo de casa não me lembro pra onde, o encontrei caído na calçada, doente, bêbado, tonto e desesperado. Ele queria se levantar, mas não tinha forças, as pessoas desviavam o olhar dele e não sei porque ao passar perto dele perguntei se precisava de algo e ele me estendeu a mão pedindo ajuda, o ajudei e quando ficou em pé me abraçou e começou a chorar, me pediu desculpas e aquilo foi tão forte que nem hoje sei dizer o que se abalou em mim.

violencia contra mulher mosaico natural

Eu o vi como um ser humano e não mais como um monstro, um ser humano também cheio de dores e carências, vazios e sombras que o atormentavam dia a noite. Culpa… Orgulho quebrado, vida jogada na lama das próprias escolhas. Tive compaixão, por ele, por ela, pelos filhos, por tudo o que foi destruído por aqueles anos de violência, não apenas dentro da família, mas ao redor, afinal eu morava na casa ao lado e os efeitos, embora claro, muito menores, também me afetaram e me fizeram construir crenças que levei por muitos anos na vida (se é que ainda não carrego algumas).

A violência tem muitos aspectos, envolve a proteção da vitima, sua re-valorização como ser humano e o olhar para o agressor, mas o grande desafio é “como?”.

Trabalhos de assistência social junto a ONGs e ao governo, educação e principalmente a nutrição de uma base cultural que permeie valores de igualdade… ao olhar essa estrada dá para notar que o jornada é longa! Então, é melhor começar logo 🙂

Consciência é sempre um excelente remédio. Consciência de que está sendo abusada e a consciência de que pode estar no papel de abusador. A partir desse ponto é possível promover uma mudança, afinal só mudamos o que conhecemos.

Ajude a divulgar, procure assistência, estenda sua mão para quem precisa de ajuda e procure ajuda se você também precisa.

 

Grande abraço,

Stela

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=lNJjEZoRKqM&w=560&h=315]

#mosaiconatural #saudenatural #bemestar #naturopatia #propositodealma #espiritualidade #autoconhecimento #cuidedevoce #transformeseumundo #medicinaintegrativa #terapiaalternativa #violenciadomestica

 

Categorias
Espiritualidade Naturopatia

Poder Pessoal e o Limite Indivídual

Por uma série de eventos, inclusive em minha vida pessoal, tenho pensado e reconstruído muito sobre o que é o poder pessoal. Duas palavras simples, mas de imenso valor quando se trata de nossas vidas.

Não entendam o meu texto como um apelo feminista, muito longe dessa intenção, mas ilustro aqui o que vejo como uma das causas do desequilíbrio do poder pessoal, principalmente com relação às mulheres.

A sociedade quando saiu do modelo matriarcal e passou para a hierarquia patriarcal, seguiu por anos a fio suprimindo as características da energia feminina (tanto nas mulheres quanto nos homens) por meio da violência, seja ela física, emocional ou psicológica e o que antes era a segurança e pilar de sustentação da identidade do feminino passou a ser considerado motivo de vergonha.

Até a algum tempo atrás (e é assim ainda em muitos lugares) expressar suas emoções era considerado uma fraqueza. Frases como “engole o choro”, “coisa de mulherzinha”, “essa é uma descontrolada” são parte do cotidiano, e sustenta a base de muitos relacionamentos tóxicos. Demonstrar sua insatisfação num relacionamento, qualquer que seja é muitas vezes revertido em base de argumentação que te leva a crer que seu estado emocional é resultado de seu próprio desequilíbrio, porque, claro, o outro está pleno e perfeito no relacionamento (#soquenao).

Endurecer o coração para se moldar as expectativas traz diversos sintomas de dor à vida.
Endurecer o coração para se moldar as expectativas traz diversos sintomas de dor à vida.

E ao aceitarmos esse inversão como parte da nossa vida, faz com que diversos sintomas comecem a se mostrar, são os alarmes da nossa alma avisando que algo está fora de lugar: depressão, ansiedade, insônia entre uma lista longa que o nossos sistema pode usar de acordo com o que será nosso entendimento. Ao final resultamos com um relacionamento decadente, uma doença física, mas com uma chave poderosa que pode nos mostrar a cura do outro lado da porta, mas é preciso abrir a porta e cruzá-la.

Caminhar até essa porta e cruzá-la é uma das decisões mais nobres que a alma pode tomar, pois é o inicio de nossa jornada em reassumir nosso poder pessoal. É o momento em que deixaremos as “comodidades” de uma situação medíocre, mas já conhecida para nos lançaremos a aventura do incerto, onde a única bússola que teremos é nosso coração.

Seu coração como bússola das suas escolhas, sempre!
Seu coração como bússola das suas escolhas, sempre!

Mudar e se reassumir implica em olhar para nossa fraqueza, nossa sombra e acolhe-la com amor, sabendo que ela existe porque como seres duais, fomos nos adaptando as condições que nos levaram a crer que seríamos mais amados se fossemos X ou Y, mas que para representar o que achamos que o mundo queria, abrimos mão de nossa própria verdade, de nossa identidade interior.

O mundo mudou, mas ainda impera a ilusão de que a mulher precisa ser submissa e subserviente para ser amada, aceita e manter um casamento feliz, mas onde foi parar a felicidade individual dessa mulher? Sentir até onde permitimos que a mundo invada nosso espaço interior é o primeiro passo na cura e a cura individual de cada uma, é um passo na cura coletiva da sociedade, porque a cada pedaço de reintegração da Luz interior há uma reverberação externa que emana a todos, afinal Somos Todos Um.

A responsabilidade começa individualmente em se curar e libertar, mas se expande ao redor, onde um é responsável por todos. Uma mulher curada atrairá uma relacionamento mais saudável, criará filhos emocionalmente mais maduros, terá conselhos mais sábios para a amiga que precisa de ajuda, contribuirá de maneira mais integra com a sociedade e esse é o ciclo virtuoso que a liberdade de exercer seu poder pessoal te dá: alegria de ser quem realmente se é e colher os frutos positivos que essa escolha nos dá.

Um relacionamento pleno começa com a nossa alma completa.
Um relacionamento pleno começa com a nossa alma completa.

Um depoimento que representou muito do que é essa passagem está no documentário What Makes Us Humans, do cineasta Yann Arthurs-Bertrand que passou 3 anos coletando depoimentos de pessoas ao redor do mundo traz aos 1:23:00 o ponto ao qual me referi acima: mudar pode doer inicialmente, mas um novo mundo se abrirá a sua frente. Portas se fecham, mas nunca sem outras se abrirem. A decisão é sua em quando irá decidir parar de sofrer e assumir sua própria verdade, seguindo sua alma é não ilusória auto estima fragilmente criada. Curar pede tempo, paciência, perdão e amor consigo próprio.

Um imenso e carinhoso abraço,

Stela

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=TnGEclg2hjg&w=560&h=315]